segunda-feira, 20 de maio de 2013

Alguem ai conhece Silent Hill? Vocês sabiam que essa cidade existe de verdade?

Confira a noticia abaixo:

Viajando pela estrada conhecida como route 61, nos EUA, é possível chegar à folclórica cidade de Centralia, no estado da Pennsylvania.

Se em 1981 a pequena cidade tinha cerca de 1.500 habitantes, hoje a população não ultrapassa pouco mais de 10 residentes e resistentes.

O motivo? O fogo que queima por baixo das ruas desde 1962, em uma história bizarra o bastante para inspirar a criação da cidade-fantasma que serve de ambientação para os games da série “Silent Hill” e também para o filme 'Silent Hill: Revelação' (Silent Hill Revelation 3D), que a PlayArte estreia em circuito nacional no próximo dia 5 de julho.

A trama macabra, que já dura mais de 50 anos, começou no dia 27 de maio de 1962. Centralia já era uma cidade de mineração de carvão em declínio quando os bombeiros atearam fogo ao aterro sanitário municipal, em uma tentativa fracassada de limpar a região para o Memorial Day, o feriado norte-americano em celebração aos soldados mortos em combate. O fogo acabou inflamando o carvão e, ao longo dos anos, se espalhou para a vasta rede de minas sob as residências e prédios comerciais, ameaçando os moradores com gases venenosos e buracos perigosos eternamente emanando fumaça. Depois de anos de batalha legal a respeito do futuro da cidade, no final dos anos 1980 milhares de pessoas se mudaram e por volta de 500 estruturas foram demolidas graças a um programa federal no valor de US$ 42 milhões.

Nas ruas desertas, o fogo ainda queima – por mais que alguns moradores, agora vivendo mais próximos da região das montanhas, insistam em ficar, afirmando que as chamas não representam mais perigo e acusando o governo e as companhias mineradoras de uma espécie de plano conspiratório. A respeito da ameaça do fogo, o geólogo Tim Altares, do Departamento de Proteção Ambiental da Pennsylvania, afirmou em entrevista ao The Huffington Post que, embora as temperaturas em poços de monitoramento estejam em baixa, o fogo ainda é uma ameaça, pois tem o potencial para abrir novos caminhos para os gases letais atingirem as casas restantes.

“Esta é a grande ameaça a ser considerada mesmo quando o fogo abandonar a área”, afirmou Altares.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Estão vindo para mim

Estou sentado em minha cama, tremendo de medo. Estão vindo essa noite. Sei que estão. Estão vindo para mim. Não posso pará-lo essa noite. Tem muitos deles. Tudo que posso fazer é ficar aqui e rezar para que não me encontrem.Poderia correr, mas isso só os faria me procurar mais e mais. Eles me rastrearem onde quer que eu fosse.

Se eu correr, as coisas só vão piorar.

O que foi isso? Um barulho vindo lá de baixo. A porta da frente abre devagar. Passos, indo lentamente através das placas de madeira do chão.

É agora. Eles chegaram. O que eu posso fazer? Como posso me defender, apesar de julgar ser inútil resistir.

Me movo no escuro e seguro o objeto. Talvez isso me ajude a pará-los. O mais quieto o possível, me levanto. Desço as escadas quase me rastejando. A porta da frente está aberta deixando vento frio da noite entrar.

Posso ver uma sombra na sala de estar, está se mexendo. Só uma sombra. Talvez seja mais fácil do que achei.

A sombra se revela ser um homem, olhando para o corpo morto de meus pais no chão da sala. Ao me ouvir, ele se vira, me olhando, apavorado, de olhos arregalados. Sem hesitar, ergo a arma em minhas mãos e aperto o gatilho. O barulho pareceu encher a casa toda.

O homem fica lá alguns segundos antes de cair, morto.

Não acho que ele era um deles ainda. Acho que ele só veio ver o que os barulhos altos mais cedo haviam sido.

Se ele fosse um deles, ele provavelmente estaria em um uniforme e me diria que eu estava preso.

A Tenebrosa Noite de Tempestade

Era uma noite chuvosa quando um pai e sua filha voltavam do hospital onde ficaram o dia inteira na espera que a esposa e mãe estava internada. Uma grave doença desconhecida consumia sua vida e os médicos não sabiam o que fazer.

Como o hospital era longe, eles tinham que cruzar uma longa estrada escura que cortava um grande bosque. O som da chuva batendo no teto do carro , fazia um barulho relaxante e a garota começou a cochilar.

Repentinamente um grande estrondo fez-se ouvir. O trovão veio forte e um relâmpago iluminou a noite. O pai segurou firme o volante e o carro derrapou na estrada molhando até bater em um barranco.

Após verificar se sua filha não estava machucada o homem decidiu sair do carro para ver os estragos que o veículo havia sofrido. Os dois pneus dianteiros estavam furados e uma das rodas amassada.

- Parece que passamos por cima de algo grande na estada. – disse o homem.

A filha, debruçada na janela, perguntou receosa:

- Mas você pode consertar pai?

- Não – disse o homem balançando a cabeça. – Eu só tenho um estepe e vou ter que voltar a pé até a cidade para encontrar alguém que possa nos rebocar, não é longe daqui. Você pode esperar no carro até eu voltar.

- Tudo bem. – disse ela . – Mas não demore muito tempo.

O pai percebeu o medo nos olhos de sua filha e afirmou que iria o mais rápido possível.

A filha olhou pelo vidro de trás até ver o pai desaparecer , andando pela estrada no meio da noite.

Havia passado mais de uma hora e o homem ainda não tinha retornado. A garota começou a ficar preocupada, qual seria o motivo de tanta demora? Será que seu pai não havia encontrando nenhum reboque? O medo de ficar naquela estrada escura aumentava cada vez mais até que ela viu um vulto ao longe, vindo pela estrada.

Inicialmente ela ficou alegre, pois pensou que fosse seu pai, porém a alegria inicial foi virando medo quando ela pode perceber que era um homem estranho que vinha andando pela estrada. Agora, mais perto e iluminado pelos eventuais relâmpagos podia ver que se tratava de um homem alto, vestindo macacão e com uma barba em torno do rosto. Notou que algo grande estava sendo carregado em sua mão esquerda.

A garota começou a ficar nervosa e rapidamente trancou todas as portas do carro, após fazer isto e se sentir mais segura olhou para fora: o homem havia parado e olhava fixamente para ela a uma distância alguns metros.

De repente ele levantou o braço e a menina soltou um grito horripilante. Seu corpo todo tremia, as lágrimas invadiram seus olhos e apavorada viu que na mão esquerda o homem segurava a cabeça decepada de seu pai.

Seu coração batia aceleradamente e ela gritava sem parar. A expressão grotesca deu seu pai era horrível. A boca estava entreaberta com a língua de fora e os olhos estavam todos brancos.

Do lado de fora, colado em sua janela o homem olhava com raiva para ela. Seus olhos estavam injetados de sangue e seu rosto era coberto de cicatrizes. . Por um breve momento ele ficou sorrindo para ela como se fosse um louco, então lentamente ele colocou a mão no bolso e tirou algo e agitou para que ela visse.

Na sua mão estava as chaves do carro do seu pai...